terça-feira, 16 de agosto de 2011
Amor, Veneno e Algumas Reticências.
Acho estranho. Esse tipo de substantivo abstrato que às vezes vagueia dentro de mim. Eu não estou acostumada a ele. Ou talvez eu esteja. Sempre estive. É uma mistura de todas as coisas. De todos os verbos. De todos os adjetivos, caracterizando esse sujeito simples. E a vontade de ser seu predicado um dia. E talvez eu até seja, e não sei disso. Não sei se no bom ou mal sentido, igualmente. A questão é que eu estou aqui, do outro lado da calçada. Se ninguém atravessar, continue andando. Se um de nós atravessar, olhe para os dois lados atentamente antes de o fazer. E talvez eu te alcance. Mas se os dois atravessarem, eu receio ter que dizer que isso não acabará bem. Tendo um final trágico como o de Romeu e Julieta...Por um motivo tão simples, se você pensar direito. Um pouco de veneno. Ninguém os obrigou a bebe-lo. Apenas o amor. E que amor é esse? Seria ele ilusório? Sei que não é o que sinto. Nem nada do que já senti antes. Não beberia jamais. Me apetece mais do que uma simples vírgula quando se trata de você, e isso me assusta. Quero reticências, e um novo capítulo. Quem sabe um Volume Dois? Quero uma continuação constante. Acho que seria suficiente. Eu gosto de proferir a palavra "eternamente". Mesmo que isso não signifique que algo será mesmo para sempre. Pelo menos, foi a ênfase que se quis causar naquela fração de segundo. Coisas do momento. Intenções. Não sei o que é amor, exatamente. Nem o que sinto, como já disse. Mas posso dizer que deve ser algo relativamente forte. Intenso. Se não é, não vejo outra explicação para você ser tudo que preenche os meus pensamentos distraídos. Se você é a chuva que cai lá fora. Se você é a lua cheia, que eu observo sob a janela de vidro do meu quarto escuro. Se sua imagem é tudo que vejo quando fecho os olhos ultimamente. Eu tenho medo desse tipo de sentimento. Desse romantismo. Romance cega as pessoas, levam elas a fazer coisas inusitadas. Loucuras. As prendem à algo incerto. Prendem mesmo, com cadeado e tudo mais. E a chave? Onde ela está? Você depositou-a nas mãos da pessoa errada. Nas mãos da pessoa certa. Da certa pessoa. Daquele sujeito simples. Só ele pode te libertar.
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