segunda-feira, 16 de abril de 2012
"Striptease da Alma, Palavras Doces e Pimenta Malagueta"
Deixando os espectros de lado, só resta o quase tudo. E ao pensar nisso, não só minha mente volta àquelas noites, mas também cada um dos meus nervos espalhados pelo meu corpo. Sinto aquele tremor novamente, começando pelas minhas pernas, mãos e braços. Vem junto com a onda de calor invadindo o meu corpo, vindo de dentro pra fora. E de fora pra dentro. Lembro de como você me fazia sentir. Você era como uma substância diferente, que reagia com a minha e gerava alguma sensação incomum somado à alguma úmidez que molhava os fios de cabelo da minha nuca. Lembro também de sentir seus olhos negros, levemente puxados, me observando atentamente. Cravando seu olhar dentro do meu, indo diretamente para o meu peito, com uma escala rápida na minha alma. Não mais tão minha. Agora um pouco sua, de nós dois. E acredito que sempre foi. Sempre fui sua e nem sabia. Mas soube imediatamente, naquela tarde de Agosto em que te conheci. E na noite de que hoje me lembro, com uma pontada de saudade.
domingo, 4 de março de 2012
(Des)Encontros.
- Você é como uma estrela no céu. - As pessoas dizem para os seus amores. - Você é linda. E o seu brilho ilumina e reflete a beleza mais pura dentro dos meus olhos. Minha estrela, dentre tantas outras, você é a que eu observo. De longe, com atenção. Te encaro para que não te perca de vista, pois se eu vir qualquer sinal de que possas cair, o primeiro desejo que farei será para que você caia na palma das minhas mãos, para que eu cuide de você. Estrela...minha estrela, dentre outras tantas.
- Você é como uma estrela no céu. - O meu amor diz para mim, e com um beijo, se despede.
E eu penso...Se sou uma estrela, sou qualquer uma. Se não fosse, seria o Sol. Se sou uma estrela, você não sabe onde estou, o meu brilho não diz nada. Posso estar longe, posso estar perto, e você nunca saberá. E se eu sou mesmo uma estrela, você nunca me verá como eu realmente sou. Você nunca terá o meu brilho no momento em que brilho por você. Você vê o passado, não o presente. Pois esse meu brilho viaja à uma velocidade de 300.000 km/s, e eu moro longe, você sabe...Cansei de só ser reconhecida depois. Por que não podem dar valor ao brilho no momento em que os emitimos? A resposta é simples: Porque eles não vêm. Então não me diga que sou sua estrela. Porque se sou, você me olha, e eu posso nem mais existir. E o que você vê é o que restou de mim. Se estou no céu, e você no chão, significa que eu é que sou a iludida nessa linda história de amor. Eu é que sonho, sou eu quem voa alto. Eu é que sou a que posso cair e me machucar. E você vai poder observar cada segundo, ai do chão firme, de camarote. Eu, sendo a que ama mais, um grande espetáculo. Então não me diga que sou sua estrela. Porque não sou, não serei mais.
- Então, adeus. - Sussurrou a menina, e ficou parada, inerte. Observando o seu amor indo embora. Ela já sabia o que isso significava, não era uma tola. Já havia sido a estrela de alguém, e já conhecia a dor de ser uma estrela cadente. Aquela que o mundo diz ser tão linda. Mas que de linda, não tem nada. É apenas dor, e nada mais. Ela não queria ser estrela, e decidiu que não seria. Então deu uma ultima olhada naquele cujo os lábios ela ainda podia sentir, e então olhou para a direção oposta. Fitou-a por alguns segundos e sentiu que seria mais seguro. Arriscou alguns passos. E então fugiu antes que fosse tarde demais.
- Você é como uma estrela no céu. - O meu amor diz para mim, e com um beijo, se despede.
E eu penso...Se sou uma estrela, sou qualquer uma. Se não fosse, seria o Sol. Se sou uma estrela, você não sabe onde estou, o meu brilho não diz nada. Posso estar longe, posso estar perto, e você nunca saberá. E se eu sou mesmo uma estrela, você nunca me verá como eu realmente sou. Você nunca terá o meu brilho no momento em que brilho por você. Você vê o passado, não o presente. Pois esse meu brilho viaja à uma velocidade de 300.000 km/s, e eu moro longe, você sabe...Cansei de só ser reconhecida depois. Por que não podem dar valor ao brilho no momento em que os emitimos? A resposta é simples: Porque eles não vêm. Então não me diga que sou sua estrela. Porque se sou, você me olha, e eu posso nem mais existir. E o que você vê é o que restou de mim. Se estou no céu, e você no chão, significa que eu é que sou a iludida nessa linda história de amor. Eu é que sonho, sou eu quem voa alto. Eu é que sou a que posso cair e me machucar. E você vai poder observar cada segundo, ai do chão firme, de camarote. Eu, sendo a que ama mais, um grande espetáculo. Então não me diga que sou sua estrela. Porque não sou, não serei mais.
- Então, adeus. - Sussurrou a menina, e ficou parada, inerte. Observando o seu amor indo embora. Ela já sabia o que isso significava, não era uma tola. Já havia sido a estrela de alguém, e já conhecia a dor de ser uma estrela cadente. Aquela que o mundo diz ser tão linda. Mas que de linda, não tem nada. É apenas dor, e nada mais. Ela não queria ser estrela, e decidiu que não seria. Então deu uma ultima olhada naquele cujo os lábios ela ainda podia sentir, e então olhou para a direção oposta. Fitou-a por alguns segundos e sentiu que seria mais seguro. Arriscou alguns passos. E então fugiu antes que fosse tarde demais.
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